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Nossa... um vazio enorme me invade depois de tudo o que aconteceu...
Saudade das meninas, de Nina e de Bárbara....
Após tantos e tantos "não, quê isso!!" tive que admitir que as duas são eu e eu sou as duas...
Assim começa a nova série de posts nesse blog. Um processo de frente pra trás. Terminadas as gravações, agora tenho tempo para escrever sobre todo o processo, meio em tom confessional, meio como num relatório de produção.
Já escrevi aqui sobre os nomes, os títulos, sobre tudo que e inspirou a escrever "O Móbile". Mas não falei sobre porque eu quis contar no primeiro curta a história entre uma atriz e uma pintora.
Bom...
rsrsrs
Meu sonho era ter sido atriz. Fui por alguns anos, fiz pequenas participações em peças e dois grandes papéis, importantes em todo o contexto de "formação/aceitação de personalidade" que passamos quando adolescentes.
Através de uma dessas personagens, no melhor momento meu como atriz, vivi a melhor experiência da minha vida. Eu me assumi, me aceitei, me abri pro mundo, finalmente tive a oportunidade de ser feliz como eu queria ser, do jeito que eu queria ser. Isso não esqueço jamais. O teatro era minha terapia, minha opção profissional, minha maior realização profissisonal.
Essa é Nina. A atriz que eu queria ter sido e, por um desvio no caminho, não fui. E ela representa a realização de meu maior desejo, por isso tão especial.
Bárbara, por sua vez, é meio minha mãe... uma pintora que deixou de ser, mas que sempre mantém suas tintas, seus traços, suas cores guardadas no quartinho do quintal. Admiro muito minha mãe pintora, pena que ela não usa mais seus pincéis. +(8).jpg)
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Bárbara também é meio Lilian. Seu jeito de se colocar no mundo, sua entrega, sua paixão desmedida. Descobri que sou assim. Que quero ser assim. Que viveria muito bem assim... Bárbara é a mulher que eu sou misturada com a mulher que eu queria ser. Por isso também tão especial.
Sou de Gêmeos, como não ser duas ao mesmo tempo???
Enfim... nesse momento de reflexão, confesso estar meio perdida. Queria Nina e Bárbara sempre vivas perto de mim. Conversar todos os dias, olhar em seus olhos, ser a amiga que elas precisam.
Quem sabe assim, descobriria um pouco mais de mim. E viveria melhor nesse mundo enorme e louco que me engole cada dia mais.
O bom do cinema é que ele eterniza tudo o que toca. Ao ver e rever as cenas lindas que fizemos, vou trazer essas duas mulheres que são tão eu mesma pra perto de mim.
Espero que o efeito do Móbile balançando nas telas seja tão essencial pra todos quanto é pra mim. Compartilhar isso agora, nossa... era tudo o que eu queria....
Queria também ser entendida. Por isso faço questão de me mostrar. E de admitir que Nina e Bárbara sou eu.
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